Fase de Assinatura
A fase de assinatura é a etapa em que o E-Docs coleta as assinaturas de um documento antes de capturá-lo. Ela existe para o caso em que o documento depende da assinatura de outras pessoas, e não apenas de quem o está produzindo: o documento fica retido enquanto os indicados não se manifestam e, depois que todos se manifestam, havendo ao menos uma assinatura, o sistema dispara a captura e o documento passa a valer.
É uma das fases pelas quais um documento pode passar até se tornar válido, apresentadas em Visão Geral de Documentos. Diferentemente da elaboração e da captura, a fase de assinatura é opcional: ela só ocorre quando há assinaturas pendentes de outras pessoas. Quando o documento é assinado por uma única pessoa, que é a própria que o está produzindo, não há fase de assinatura: o documento é assinado e capturado de uma só vez.
Enquanto o documento está na fase de assinatura, quem deve assiná-lo ainda não é, tecnicamente, um "assinante", porque o documento ainda não existe de forma definitiva. Por isso, ao longo desta página usamos o termo indicados para assinar (ou simplesmente indicados) para essas pessoas. O termo assinante passa a valer depois da captura, quando o documento se torna real e as assinaturas eletrônicas ganham efeito.
A pessoa que sobe o documento para a fase de assinatura, seja por elaboração, seja por upload de PDF, será sempre o capturador do documento quando ele for capturado, ao final da coleta de assinaturas. É ela, e não um dos indicados, que figura como capturador na folha de metadados e que detém as funções especiais sobre o documento durante toda a fase. Isso vale mesmo que ela não esteja entre os indicados para assinar.
Quando um documento entra em fase de assinatura
Tanto a elaboração quanto o upload de PDF (uma forma de captura) terminam com a definição de quem vai assinar o documento. É essa lista de indicados que determina se o documento será capturado na hora ou se entrará na fase de assinatura:
- Se o único indicado for a própria pessoa que produz o documento, a fase de assinatura é pulada: ela assina e o documento é capturado na mesma ação, juntando dois passos em um só.
- Se houver outros indicados além dela (ao menos um cidadão ou servidor que não seja quem faz a operação), o documento entra na fase de assinatura, aguardando que os demais acessem o E-Docs e se manifestem.
Tanto a elaboração quanto o upload já costumam incluir, por padrão, a própria pessoa que está produzindo o documento na lista de indicados. Cabe a ela manter, acrescentar ou remover indicados conforme a necessidade.
Não é obrigatório que a pessoa que sobe o documento esteja entre os indicados. Pense no caso de um assessor que prepara um documento para o chefe assinar: ele elabora o texto (ou faz o upload do PDF), remove a si mesmo da lista e coloca o chefe. Como passa a haver um indicado que ainda não assinou, o documento entra na fase de assinatura, e o chefe o assina quando acessar o sistema.
Documentos assinados por fora (ICP-Brasil)
A fase de assinatura existe para coletar a assinatura eletrônica E-Docs, feita por login e senha dentro do próprio sistema. Quando o documento já vem assinado digitalmente com certificado ICP-Brasil, aplicado no arquivo PDF fora do E-Docs, não há o que coletar: o arquivo pode trazer quantas assinaturas forem necessárias e é capturado diretamente, sem passar pela fase de assinatura, conforme descrito em Captura.
Um documento que ainda não vale
É importante ter clareza de que um documento em fase de assinatura ainda não é um documento válido dentro do E-Docs. Ele está em uma etapa de levantamento de assinaturas e, por isso:
- não possui registro (o código de protocolo);
- não recebeu o carimbo azul;
- não tem valor legal;
- tecnicamente, ainda não existe como documento no sistema.
Um documento em fase de assinatura só é visível para quem o está produzindo e para os indicados para assinar. Ele não pode ser usado em encaminhamentos nem em processos, porque essas operações exigem um documento já capturado.
Essa condição provisória é o que torna possível corrigir e até descartar o documento durante a fase de assinatura (ver Funções especiais do responsável pelo documento). A partir da captura, o documento se torna imutável e não pode mais ser excluído. O comportamento geral das fases está em Visão Geral de Documentos.
Documento original e autoria
Um documento que passa pela fase de assinatura é, por natureza, um documento com valor de ORIGINAL. Os indicados para assinar agem como autores do documento, e é a assinatura de cada um que garante a autoria, seguindo o mesmo princípio dos documentos nato-digitais descrito em Visão Geral de Documentos. Não há limite de indicados: o documento pode reunir quantas assinaturas forem necessárias.
Informações definidas no envio
No momento em que o documento é enviado para a fase de assinatura, quem o produz define as informações que o acompanharão na captura. São as mesmas exigidas em qualquer captura:
- Nome: identificação do documento.
- Classe documental: quando quem envia o documento é um servidor, a classe documental é obrigatória e precisa ser informada já nesse momento. As condições em que a classificação é exigida estão em Arquivologia e Gestão Documental.
- Nível de acesso: define quem pode acessar o conteúdo do documento (público, organizacional, sigiloso etc.). Veja Restrição de Acesso.
- Indicados para assinar: a lista de quem deve assinar o documento, que é o que determina a entrada na fase de assinatura.
Essas informações ficam fixadas ao longo de toda a fase de assinatura: enquanto a coleta acontece, o arquivo PDF e os metadados não podem ser alterados (ver Um documento que ainda não vale).
Além da elaboração e do upload na interface, um documento também pode ser colocado em fase de assinatura pela API Pública do E-Docs. O fluxo de upload e coleta de assinaturas está descrito na documentação da API.
Quem pode ser indicado para assinar
Quem pode ser colocado na lista de indicados depende de quem está enviando o documento:
- Cidadão: só pode indicar outros cidadãos para assinar junto com ele. Não pode escolher servidores.
- Servidor: pode indicar cidadãos e também servidores de qualquer órgão e de qualquer patriarca. As regras e os limites desse alcance entre patriarcas estão em Segregação por Patriarca.
Manifestação dos indicados
Cada indicado para assinar precisa se manifestar sobre o documento, assinando ou recusando, de forma independente e no momento que quiser. Enquanto restar ao menos um indicado sem se manifestar, o documento permanece na fase de assinatura.
Assinatura
A forma esperada de manifestação é a assinatura eletrônica, feita por login e senha. Ao assinar, o indicado confirma a autoria do documento na parte que lhe cabe.
Recusa
Um indicado também pode recusar-se a assinar o documento. A recusa é explícita e exige uma justificativa: ao recusar, o indicado precisa informar o motivo. Essa recusa, com a justificativa, fica registrada nos autos, constando na folha de metadados gerada na captura.
Quando alguém não quer assinar um documento, nem sempre a recusa é o melhor caminho. Como a recusa fica registrada na folha de metadados (inclusive a justificativa), pode ser mais adequado procurar o responsável pela subida do arquivo e pedir para ser removido da lista de indicados. Assim, a pessoa sequer consta no documento. A remoção só é possível enquanto a pessoa ainda não se manifestou (ver Gerir os indicados).
Registro na folha de metadados
Quando o documento é capturado, ele ganha uma folha extra de metadados (descrita em Visão Geral de Documentos). É nessa folha que fica registrado o resultado da fase de assinatura:
- Quem capturou o documento (a pessoa que o subiu ou elaborou para a fase de assinatura).
- A relação dos que assinaram, com nome, cargo e lotação (no caso de servidor) e a data e hora da assinatura.
- A relação dos que recusaram, com nome, cargo e lotação (no caso de servidor) e o texto da justificativa informada na recusa.
O exemplo a seguir mostra como as assinaturas e as recusas aparecem na folha:

O E-Docs não impõe uma sequência para as manifestações: não é possível, por exemplo, exigir que a chefia assine por último. O responsável define apenas a ordem em que os indicados aparecem no documento final, o que é uma questão de apresentação, e não a sequência em que devem assinar. Se algum fluxo exigir uma ordem específica, os indicados precisam combinar entre si quem assina primeiro; o que comprova a sequência é a data e hora de cada manifestação, registrada na folha de metadados.
Depois que um indicado assina ou recusa, a manifestação não pode ser desfeita: não há como "desassinar" um documento nem reverter uma recusa. Pela mesma razão, o responsável também não consegue remover da lista quem já se manifestou, apenas quem ainda não o fez (ver Gerir os indicados). Como o documento ainda não foi capturado, o único caminho para corrigir uma manifestação equivocada é o responsável excluir o documento e iniciar um novo.
Bloqueio de assinaturas
O bloqueio de assinaturas suspende a coleta: enquanto o documento está bloqueado, nenhum indicado consegue se manifestar, até que o bloqueio seja desfeito. Ele é útil quando se detecta um problema antes de concluir as assinaturas, por exemplo, um erro de redação no PDF, uma informação incorreta nos dados do documento ou a ausência de alguém que deveria estar na lista de indicados. O bloqueio pode ser feito tanto pelo responsável pelo documento (a pessoa que o subiu) quanto por qualquer indicado, inclusive um que já tenha assinado ou recusado.
Um documento bloqueado fica visível a todos os envolvidos: ele é sinalizado como bloqueado para novas assinaturas, com a data do bloqueio e a identificação de quem o realizou.
O desbloqueio reabre a coleta de assinaturas e pode ser feito pelas mesmas pessoas: o responsável pelo documento ou qualquer indicado.
Como é o responsável quem detém as ferramentas para tratar o que motivou o bloqueio, em geral é ele quem cuida da correção antes de a coleta ser retomada. Ele pode:
- Corrigir o que estiver ao seu alcance, como ajustar a lista de indicados, e retomar a coleta de assinaturas.
- Descartar e recomeçar, quando o problema está na redação do documento ou em metadados que não podem ser alterados. Nesse caso, ele exclui o documento e prepara um novo, reiniciando o processo com um novo PDF ou um novo documento elaborado.
Funções especiais do responsável pelo documento
A pessoa que sobe o documento para a fase de assinatura (por elaboração ou upload) é o responsável pelo documento. Ela será sempre o capturador quando o documento for capturado ao final da coleta, mesmo que não esteja entre os indicados para assinar. É por essa responsabilidade que ela dispõe de funções especiais sobre o documento durante a coleta.
Gerir os indicados
O responsável pode gerir a lista de indicados durante a fase de assinatura, o que abrange:
- Incluir novos indicados, seja por esquecimento na hora do envio, seja por uma decisão posterior de que mais alguém precisa assinar.
- Remover indicados, quando se conclui que aquela pessoa não precisa mais assinar ou quando o papel dela ficou inativo (ver Agentes Inativos durante a fase de assinatura).
Enquanto está ativo, um indicado que já assinou ou já recusou não pode mais ser retirado da lista: a manifestação, uma vez feita, integra a história do documento. A exceção é o indicado que ficou inativo, que pode ser removido mesmo já tendo se manifestado, para viabilizar a captura (ver Agentes Inativos durante a fase de assinatura).
Se a remoção deixar ninguém pendente (e houver ao menos uma assinatura entre os que restaram), o documento é capturado na hora. Veja Conclusão da fase: a captura automática.
Excluir o documento
O responsável pode excluir o documento caso detecte algum problema, por exemplo, um erro de redação percebido depois do envio. Como o arquivo PDF e os metadados (nome, classe etc.) não podem ser alterados durante a fase de assinatura, a forma de corrigir um documento com defeito é descartá-lo e produzir outro.
Essa exclusão só é possível justamente porque o documento em fase de assinatura ainda não é válido (ver Um documento que ainda não vale): ele não foi capturado, não tem registro nem valor legal. Depois de capturado, o documento se torna imutável e não pode mais ser excluído.
Associar o documento a um processo para leitura
Alguns documentos só podem ser assinados de forma embasada se os indicados conhecerem o contexto de um processo. Para isso, o responsável pode associar o documento em fase de assinatura a um processo.
Essa associação é exclusiva do responsável e só está disponível quando ele é um servidor: é preciso escolher um processo que esteja sob a sua custódia, seja na sua caixa de servidor, seja em uma caixa de grupo, comissão ou setor a que ele tenha acesso. Um cidadão, portanto, não associa documentos a processos.
Feita a associação, os indicados para assinar recebem acesso de leitura às peças daquele processo, podendo se inteirar do contexto antes de decidir se assinam. O processo associado fica visível tanto para eles quanto para o responsável, que já o acessa por deter a custódia.
Além do acesso de leitura, o próprio processo passa a sinalizar essa vinculação. Na tela do processo, tanto o indicado quanto o responsável veem um alerta de pendência: o indicado é avisado de que há um documento associado para ele assinar, com um atalho para a assinatura; o responsável é avisado de que há um documento carregado por ele aguardando assinaturas, com um atalho para os detalhes.
Uma vez que um indicado recebe acesso de leitura ao processo, esse acesso não pode mais ser removido. É possível desassociar o documento do processo depois, mas as permissões de leitura já concedidas aos indicados permanecem.
Quem pode fazer o quê
O quadro abaixo resume as funções da fase de assinatura e quem pode executar cada uma, conforme o papel: responsável pelo documento (quem o subiu) ou indicado para assinar.
| Função | Responsável | Indicado |
|---|---|---|
| Assinar | Não | Sim |
| Recusar (com justificativa) | Não | Sim |
| Bloquear assinaturas | Sim | Sim |
| Desbloquear assinaturas | Sim | Sim |
| Gerir os indicados (incluir e remover) | Sim | Não |
| Excluir o documento | Sim | Não |
| Associar o documento a um processo | Sim * | Não |
* A associação a um processo só está disponível quando o responsável é servidor, pois exige um processo sob a sua custódia.
O responsável pode também ser um dos indicados (e normalmente é); nesse caso, ele acumula as funções das duas colunas.
Agentes Inativos durante a fase de assinatura
A fase de assinatura pode se estender por bastante tempo. Entre o documento entrar na fase e ser efetivamente capturado podem se passar dias, semanas ou até meses, porque isso depende de cada indicado acessar o E-Docs e assinar.
Nesse intervalo, as pessoas envolvidas podem se tornar inativas (ver Agentes Ativos e Inativos). No caso dos servidores, o que assina é o papel (o cargo ou a função): se, nesse meio-tempo, o servidor perde o cargo, deixa a função ou é remanejado para outra área, o papel escolhido fica inativo.
Todos precisam estar ativos no momento da captura
No momento da captura, tanto o futuro capturador quanto cada indicado que se manifestou precisam estar ativos. Isso porque o documento em fase de assinatura ainda não é um documento de verdade (ver Um documento que ainda não vale): ele só passa a existir ao ser capturado, e é nesse momento que se verifica se cada um está ativo.
Na prática, isso só afeta os servidores, pois é o papel (cargo ou função) que pode ficar inativo durante a coleta. O cidadão está sempre ativo e nunca é impactado por essa regra.
Quando o papel fica inativo, tanto o responsável pelo documento quanto um indicado perdem o acesso a todas as opções que tinham quando ele estava ativo. É isso que torna alguns dos impasses a seguir mais difíceis de resolver.
Quando um indicado fica inativo
Quando quem fica inativo é um indicado, o responsável pelo documento tem as ferramentas para resolver. O E-Docs destaca os indicados que estão com o papel inativo e, pela função de gerir os indicados, o responsável pode:
- Trocar o indicado inativo: removê-lo da lista e incluí-lo novamente com o novo papel, para que assine com o cargo ou a função atuais.
- Remover o indicado inativo, quando a pessoa não atua mais no serviço público e não precisa assinar.
- Excluir o documento e preparar um novo, em último caso, quando o próprio teor do documento depende daquela pessoa naquele cargo (por exemplo, o texto a referencia), de modo que apenas trocar o papel não bastaria.
A remoção do indicado inativo vale mesmo que ele já tenha se manifestado e resolve a maioria dos casos sem descartar o trabalho já feito: não é mais preciso apagar o documento e subir outro só para colher novamente as assinaturas.
Todas essas operações, porém, dependem de o responsável estar ativo. Quando é o próprio responsável que fica inativo, a saída é outra.
Assumir o documento
A situação é mais delicada quando quem fica inativo é o próprio responsável pelo documento. Como a captura exige que o capturador esteja ativo, e o responsável é o futuro capturador, o documento não pode ser capturado, ainda que todos os indicados já tenham assinado.
Para resolver, um indicado ainda ativo pode usar a funcionalidade Assumir o Documento e passar a ser o capturador, no lugar do responsável original. Com isso, as assinaturas já coletadas são preservadas, sem necessidade de subir um novo documento e pedir que todos assinem outra vez.
Para assumir o documento, o indicado precisa:
- ser um servidor (indicado do tipo papel), com o papel ativo;
- pertencer ao mesmo patriarca do responsável original. As razões dessa fronteira estão em Segregação por Patriarca.
Se todos perderem o papel, ou seja, tanto o responsável quanto os indicados ficarem com o papel inativo, não há quem possa assumir o documento. Ele fica perdido, sem como ser capturado, e será preciso iniciar um novo documento e coletar as assinaturas novamente.
Conclusão da fase: a captura automática
A fase de assinatura termina quando não resta nenhum indicado pendente, e o E-Docs dispara automaticamente a captura do documento. Isso pode acontecer de duas formas:
- Todos os indicados se manifestam, assinando ou recusando.
- O responsável remove da lista os indicados que ainda não se manifestaram, de modo que só restam os que já assinaram ou recusaram.
Em ambos os casos, é preciso haver ao menos uma assinatura para que a captura ocorra. Além disso, no momento da captura, o capturador e os indicados que assinaram precisam estar ativos (ver Agentes Inativos durante a fase de assinatura).
Dando tudo certo, o documento:
- passa a ser capturado e institucionalizado;
- recebe o registro (protocolo) e o carimbo azul;
- deixa de ser um documento em fase de assinatura e se torna um documento real no sistema.
A partir daí, valem todas as características e regras de um documento capturado, inclusive a imutabilidade.
A captura só ocorre se pelo menos um indicado tiver assinado. Se todos os indicados se recusarem a assinar, o documento não é capturado e continua na fase de assinatura. Nesse caso, cabe ao responsável agir sobre ele, por exemplo, incluir um novo indicado que possa assinar ou excluir o documento.
Quando você sobe um documento para que outras pessoas assinem, costuma ser melhor deixar a sua assinatura por último. Quem carrega o documento detém as funções especiais (gerir indicados, excluir, bloquear/desbloquear), e é só quando o último indicado assina que o E-Docs captura o documento. Sendo o último, você assina já sabendo se tudo correu bem e ainda tem tempo de ajustar a lista de indicados ou descartar o documento, se for preciso.
Se você assina logo de início, perde esse controle: qualquer outro indicado pode ser o último a assinar e disparar a captura, e aí pode ser tarde demais para corrigir, porque um documento capturado no E-Docs não pode ser excluído.